Planejamento de 13º salário: guia completo para manter o caixa da empresa saudável até dezembro

O fim do ano traz uma das maiores responsabilidades financeiras para empresas de todos os portes: o pagamento do 13º salário. A primeira parcela deve ser quitada até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro, conforme a legislação trabalhista (Lei nº 4.090/1962). 

Para muitos gestores, o desafio não está apenas em separar o valor líquido dos salários, mas também em calcular corretamente os encargos e manter o fluxo de caixa equilibrado até o fim do ano, período em que as despesas tendem a crescer. 

Neste guia, vamos mostrar um checklist completo, simulações de cálculo, erros comuns, boas práticas e um calendário prático para ajudar sua empresa a atravessar dezembro sem sustos no caixa. 

Checklist para o pagamento do 13º salário 

  1. Identificar todos os colaboradores elegíveis 
    Incluem-se funcionários CLT, trabalhadores afastados por acidente de trabalho e empregados em licença-maternidade. 
  1. Calcular proporcionalmente 
    O direito é de 1/12 avos por mês trabalhado. Se o funcionário entrou em abril, por exemplo, terá direito a 9/12 avos do salário. 
  1. Considerar horas extras, adicionais e comissões 
    A média dessas verbas variáveis deve compor o cálculo. 
  1. Separar os encargos 
  1. INSS: incide sobre o 13º integral. 
  1. FGTS: deve ser recolhido junto com o pagamento. 
  1. IRRF: descontado na 2ª parcela, conforme a tabela progressiva da Receita Federal. 
  1. Definir fonte de recursos 
    Planejar de onde virá o montante: lucro operacional, reserva de emergência ou antecipação de receita. 

Simulação prática 

Um colaborador com salário de R$ 3.000,00 terá: 

  • 1ª parcela (até 30/11): R$ 1.500,00 (sem descontos). 
  • 2ª parcela (até 20/12): R$ 1.500,00 – encargos (INSS e IRRF). 

Considerando INSS de 9% e IRRF médio de R$ 50, o valor líquido da 2ª parcela seria de aproximadamente R$ 1.185,00
Ou seja, o custo total para a empresa ultrapassa R$ 3.000,00, pois ainda há o recolhimento do FGTS (8%)

Erros mais comuns que comprometem o caixa 

  • Esquecer encargos como INSS e FGTS
  • Não provisionar mês a mês, deixando para resolver tudo em novembro/dezembro. 
  • Ignorar afastamentos e admissões recentes no cálculo proporcional. 
  • Confundir IRRF com INSS, descontos distintos que impactam o valor líquido. 

Boas práticas para manter o caixa saudável 

✔️ Provisionar desde janeiro: reservar mensalmente 1/12 da folha evita sufoco no fim do ano. 
✔️ Criar um fundo de contingência: garante liquidez para encargos trabalhistas. 
✔️ Simular diferentes cenários: considerando admissões, desligamentos e promoções. 
✔️ Usar tecnologia contábil: softwares de gestão ajudam a automatizar cálculos e projeções. 

Calendário do gestor para 2025 

  • Janeiro a Outubro: provisionar 1/12 da folha mensalmente. 
  • 30 de novembro: prazo limite para pagamento da 1ª parcela. 
  • 20 de dezembro: prazo limite para pagamento da 2ª parcela e encargos. 

Como a Neocount pode ajudar 

Na Neocount, sabemos que manter o caixa saudável vai muito além de “pagar em dia”. Nossa equipe apoia empresas na provisão correta dos encargos, simulações de cenários e análise de fluxo de caixa, integrando contabilidade e tecnologia para decisões estratégicas. 

Se você quer chegar em dezembro com previsibilidade, sem sustos e com o caixa equilibrado, fale com a Neocount

📌 Fonte dos dados: Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Lei nº 4.090/1962, Receita Federal do Brasil (Tabela IRRF 2025). 

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